"Lista Suja" do Trabalho Escravo: Paraíba Tem 19 Empregadores Inclusos que abusaram de Trabalhadores
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a "lista suja" de empregadores que submetem trabalhadores a condições semelhantes à escravidão no Brasil. A lista inclui 19 empregadores da Paraíba, entre pessoas físicas e jurídicas, envolvidos em casos registrados entre 2020 e 2025.
Os casos foram registrados em várias cidades da Paraíba, incluindo Campina Grande (8 registros), Cabedelo (4), Taperoá (3), João Pessoa (2), Tacima (1) e Serra Branca (1). A atividade com maior recorrência de irregularidades é o trabalho em pedreiras e construção civil.
Em todo o Brasil, foram adicionados 159 empregadores no cadastro, o que representa um aumento de 20% em relação à última atualização. Desse total, 101 são pessoas físicas e 58 são empresas.
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O denunciante não precisa se identificar e pode inserir o maior número possível de informações.
A "lista suja" é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, com o intuito de dar visibilidade aos resultados das fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo. Os empregadores incluídos na lista tiveram direito a defesa antes de terem seus nomes incluídos.
A lista inclui vários empregadores paraibanos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, que foram flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão em pedreiras, obras de construção civil e outras atividades.
